Envolvimento Juvenil no nível local



O Envolvimento Juvenil a Nível Local é essência do Método Educativo e faz parte da natureza da aplicação do nosso Programa de Jovens. Em seu livro “World Scouting – Educating for Global Citzenship” (Escotismo Mundial – Educando para a Cidadania Global – trad. Livre), Edward Vallory define a estrutura básica do Movimento Escoteiro, que no Brasil conhecemos como Unidade Escoteira Local, como o espaço que proporciona as condições para a aplicação do Programa Educativo e facilita o aprendizado pela prática o trabalho em equipe e consequentemente o desenvolvimento de um espírito de cidadania nos jovens que se beneficiam desta experiência.


No Brasil podemos entender a participação de jovens sob esta perspectiva educacional a partir da entrada de crianças no Ramo Lobinho aos 6,5 anos até o final de sua vivência no Ramo Pioneiro aos 21. Também há, a partir do encaminhado pela Política Mundial de Envolvimento Juvenil, a necessidade de se promover o “diálogo intergeracional”  quando tratamos do envolvimento de adultos de diversas idades e gerações nos processos institucionais, a fim de mesclar a experiência daqueles que já contribuíram para o estabelecimento das estruturas organizacionais, com as novas ideias e perspectivas trazidas pelas gerações mais jovens.


Em todas estas dimensões, elementos importantes da experiência proporcionada pelo escotismo garantem que as decisões relacionadas às vivências dos jovens contem também com a participação deles e assim, um espírito de cooperação seja gerado de maneira natural e saudável.

Podemos perceber como esse ambiente é gerado observando as características dos processos participativos existentes nas seções. Desde a alcateia, a Roca de Conselho apresenta-se como um espaço no qual os lobinhos e lobinhas podem participar ativamente, opinando sobre aquilo que lhes é proporcionado a partir da oferta do programa educativo, o mesmo ocorre nos outros ramos, os conselhos de patrulha, as assembleias de tropa, cortes de honra e conselho de clã, são órgãos de tomada de decisão onde o protagonismo dos beneficiários é evidenciado. Também é importante reforçar que a participação do adulto deve acontecer como uma participação saudável, que deve favorecer tanto os acertos, quanto as possibilidades de aprendizado a partir dos erros cometidos a partir das decisões tomadas por seus membros.


Assim, favorecesse o diálogo entre todos os envolvidos neste espaço de desenvolvimento, porém ao observarmos com mais profundidade as demais propostas do Programa Educativo, percebemos que o jovem é sempre o centro e protagonista das atividades. Quando pensamos no que propõe o Método Escoteiro, que trata a vida em equipe como um de seus pontos fundamentais, relembramos que estas equipes são formadas por jovens, que tem como responsabilidades realizar a gestão de seus recursos, calendários e tarefas a partir da distribuição dos encargos de patrulha. Novamente temos a participação dos adultos como elemento mediador, e que só deve ser mandatório no momento no qual percebe-se algum risco à integridade daqueles que participam das atividades.


Outro exemplo interessante, é a possibilidade de desde o ramo sênior formarem equipes de interesse, na qual os jovens comprometidos com algum projeto decidem desenvolver ações para torná-lo realidade contando com o apoio das estruturas organizacionais existentes.


Esta também é uma outra percepção: Não há motivo para a existência de uma Unidade Escoteira Local, se esta não trabalhar em benefício dos membros juvenis. 

No Ramo Pioneiro, esta participação torna-se ainda mais concreta e conectada ao mundo fora dos muros da U.E.L., o exercício da cidadania a partir do voto, do mundo do trabalho e de outras responsabilidades civis, apresentam o escotismo como ferramenta mediadora e facilitadora deste novo mundo que se apresenta, a partir do compartilhamento de experiências com pares e a orientação de pessoas com outras experiências.


Ao final do Ramo Pioneiro e com a esperada conquista de competências para a vida, chega então o momento destes jovens adultos efetivarem seus projetos de vida e caso percebam como uma possibilidade, contribuir ativamente como voluntários no escotismo, do qual devem compartilhar com as mesmas responsabilidades e direitos que qualquer outro adulto voluntário, contribuindo com todas as suas competências, e tendo a possibilidade de se capacitar e se desenvolver dentro das rotas de aprendizado para participar de forma preparada como escotista ou dirigente na gestão da U.E.L.


Assim, efetiva-se o protagonismo dentro do Movimento Escoteiro, de maneira natural e que guarda características importantes de desenvolvimento pessoal e participação progressiva na construção de um mundo melhor a partir de suas comunidades. O Envolvimento Juvenil a Nível Local será trabalhado na Semana Nacional de Envolvimento Juvenil. Confira todos os detalhes de inscrição e participação no boletim 1


Eventuais dúvidas sobre a participação na Semana Nacional de Envolvimento Juvenil podem ser encaminhadas diretamente no e-mail eventos@escoteiros.org.br


Texto: Macos Ramaciatto e Melissa Wilm

Foto: Renato Silveira e Rafael Marconatto



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